BOLA. Uma das coisas que mais entretém as pessoas.

14 setembro, 2010

Taça UEFA – 1.ª Eliminatória

A 14 de Setembro de 2000 disputou-se a primeira mão da eliminatória de arranque da então Taça UEFA, com sortes distintas para FC Porto, Benfica e Boavista, todos a jogar fora.
Foi o Boavista a sair com o sorriso mais largo, ao bater o Vorskla Poltava (1-2), depois de uma viagem épica até à Ucrânia. Após vários atrasos, a comitiva axadrezada chegou a Poltava no dia anterior pelas 22:00 locais e ainda foi treinar antes de jantar, numa demonstração dos célebres métodos last man standing dos treinos de Jaime Pacheco. No jogo, o Boavista conseguiu a reviravolta, com golos de Jorge Couto e Whelliton, numa equipa onde pontificavam William Andem, Litos, Pedro Emanuel, Erwin Sánchez e Elpídio Silva – ainda magro – e que viria a fazer história, vencendo o campeonato 2000/01.
O FC Porto foi a Belgrado empatar com o Partizan (1-1), numa exibição sólida mas algo desinspirada, salva aos 89 minutos por Pena, o homem a quem coube suceder a Mário Jardel. Nesse dia, o Porto de Fernando Santos, a jogar de amarelo, alinhou com: Ovchinnikov; Nélson, Jorge Costa, Aloísio e Esquerdinha; Paulinho Santos, Chainho, Paredes e Deco; Pizzi e Pena.
Já o Benfica, (ainda) treinado por Jupp Heynckes e a caminho da pior época da sua história, foi derrotado na Suécia pelo modesto Halmstad, que marcou aos 35 e 55 minutos, com van Hooijdonk a igualar aos 39. O técnico alemão fez alinhar: o falecido Enke; Dudic, Paulo Madeira, Ronaldo e Rojas; Fernando Meira, Kandaurov, Poborský (Sérgio Nunes, 79’) e Maniche; Sabry e van Hooijdonk (João Tomás, 65’).
Duas semanas depois, enquanto o duo da Invicta passaria à eliminatória seguinte, o Benfica ficaria mesmo pelo caminho, ao empatar em casa a dois golos depois de estar 59 minutos com o apuramento na mão. Continuando o fast forward, o Halmstad foi o mesmo clube que perdeu 6-1 em Alvalade na Taça UEFA seguinte, e que voltou em 2005/06 para se vingar dos leões.

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03 setembro, 2010

A Caminho do Oriente

A selecção portuguesa tem hoje o primeiro compromisso de qualificação para o Euro 2012, no preciso dia em que passam dez anos sobre o arranque do apuramento luso para o Mundial 2002.
A 3 de Setembro de 2000, Portugal foi a Tallinn vencer por 3-1, com golos de Rui Costa (14’), Figo (48’) e Sá Pinto (56’), naquele que foi o primeiro jogo oficial do segundo “mandato” de António Oliveira à frente da equipa das quinas.
É tentador dizer que nada mudou na selecção. Se em 2000 Abel Xavier, Paulo Bento e Nuno Gomes, cumpriam castigo pelos célebres incidentes na meia-final do Euro 2000, hoje é o próprio treinador que está castigado. No entanto, as diferenças são muitas, já que apenas três jogadores se mantêm em actividade dez anos depois, e um deles renunciou à selecção há coisa de dias.
Nessa tarde, Oliveira fez alinhar: Quim; Rui Jorge, Fernando Couto, Jorge Costa e Nélson (Costinha, 63’); Paulo Sousa, Simão (Vidigal, 70’), Rui Costa e Figo; João Pinto (Pauleta, 73’) e Sá Pinto.
Do lado da Estónia, Tarmo Rüütli, ainda é o seleccionador, embora não tenha ocupado o posto continuamente, e o avançado Andres Oper, que marcou o tento de honra estónio em 2000 (82’), é o único ainda em actividade, tendo mesmo jogado 62 minutos contra as Ilhas Feroé, no primeiro jogo de apuramento para o Euro 2012, há duas semanas.
No mesmo dia há dez anos, o Brasil bateu a Bolívia por 5-0, também a contar para o apuramento do Mundial. Romário fez um hat-trick, Rivaldo e Marques apontaram os restantes golos.

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25 agosto, 2009

Jornada 2 - 21 a 24 Agosto 2009

Alto Minho

À segunda etapa, a crise é assumida em Alvalade. Sem ganhar desde o primeiro jogo-treino da pré-época – 3-1 ao Cacém na Academia – o Sporting tombou em casa diante do Braga. Os minhotos adiantaram-se por Alan, que colocou a bola bem na gaveta logo aos 12 minutos, de fora da área, após um ressalto em Daniel Carriço; o Sporting ainda empatou, num momento inspirado de Yannick Djaló, mas Meyong fixou o 1-2 final na sequência de um canto, deixando o Braga isolado na liderança, e o Sporting perto do colapso.
Quem também colapsou foi o Nacional, na visita ao Dragão. A formação insular manteve teimosamente o 0-0 durante mais de uma hora, até que uma grande penalidade por mão de Cléber suscitou o descalabro. Clebão e o mesmo Cléber foram expulsos por protestar, e Falcao converteu o pontapé, que apesar de inaugurar o marcador, praticamente arrumou com o jogo. Com mais dois homens o FC Porto avolumou o marcador, por Rolando e pelo regressado Cristián Rodríguez. Foi a primeira vitória da época para os dragões.
Também o Benfica somou a primeira vitória, em Guimarães, numa jornada que parecia ir pelo caminho da anterior. Um empate estéril entre Olhanense e Leiria, no Estádio Algarve fez temer o pior, mas os golos e as vitórias acabaram por aparecer – mas sem excessos. Marítimo e Rio Ave saborearam os primeiros três pontos, ambos pela margem mínima, enquanto o Belenenses ousou acrescentar um segundo tento na vitória sobre a Naval, fechando as contas da jornada nos 13 golos. Pouco, ainda.
Na tabela, o Braga lidera isolado, com 6 pontos, dois à frente de um pelotão formado por FC Porto, Belenenses, Benfica, Marítimo e Rio Ave. O Sporting ocupa o 11º posto, mas, como é costume dizer-se, “o campeonato começa agora”.

O jogo da semana
Vitória Guimarães 0-1 Benfica
(Ramires 89’)
Foi ao cair do pano, foi de bola parada, mas foi ouro sobre… vermelho para o Benfica, que assegurou uma vitória difícil, num ambiente excepcional no D. Afonso Henriques. Pela primeira vez, o futebol fluido do Benfica encravou, e a equipa foi obrigada a sofrer para conseguir passar incólume, perante o pouco habitual 3x4x3 apresentado pelo Guimarães.
Da primeira parte retira-se um punhado de lances perigosos, mas pouco para fazer justificar uma mexida no marcador, já que as duas equipas se equivaliam em campo. Até que à passagem da hora de jogo, num canto a favor dos encarnados, Flávio Meireles cortou a bola com o braço e foi expulso por acumulação de cartões. Cardozo falharia a segunda conversão em dois jogos, mas com menos um jogador o técnico vimaranense Nelo Vingada optou por trocar o avançado Douglas pelo trinco Custódio, e o contra-ataque passou a ser a palavra de ordem.
Targino ainda dispôs de duas oportunidades claras, ao aparecer isolado à frente de Quim, mas desta vez valeu a máxima “quem não marca, sofre”. Um livre de Fábio Coentrão, na esquerda, encontrou a cabeça vitoriosa do brasileiro Ramires, selando o triunfo quando já não havia tempo para muito mais.
Tempo suficiente, contudo, para Nuno Assis, que não gostou do critério do árbitro Pedro Proença, também ser expulso por acumulação.

Resultados
Olhanense 0-0 Leiria
Académica 1-1 P. Ferreira
Sporting 1-2 Braga
Marítimo 1-0 Leixões
Rio Ave 1-0 Setúbal
Guimarães 0-1 Benfica
FC Porto 3-0 Nacional
Belenenses 2-0 Naval

Vencedor da semana
Domingos Paciência (treinador do Braga): a vitória em casa do Sporting parece querer confirmar a tendência de Domingos para sair de casa dos grandes de Lisboa com vitórias. As duas vitórias na Luz com a Académica tiveram impacto, mas esta vitória significa mais, já que pelo menos por agora, o técnico conseguiu reerguer a moral da equipa, depois da eliminação da Liga Europa na pré-eliminatória com o Elfsborg. É um bom começo de campeonato, mas, por enquanto, apenas isso.

Perdedor da semana
Manuel Machado (treinador do Nacional): o eloquente treinador dos madeirenses é mais vítima que perdedor. Vítima, neste caso, do desmoronamento psicológico dos seus jogadores perante a adversidade. O treinador viu o árbitro assinalar grande penalidade contra o Nacional e expulsar, logo de seguida, não um, mas dois jogadores por protestarem demais. Uma desgraça nunca vem só.

Bis
Que o diga Óscar Cardozo! O avançado leva dois jogos, e duas grandes penalidades desperdiçadas.
Será da crise?
Pela primeira vez, o Benfica não assinalou a passagem por Guimarães deixando um ramo de flores em memória do malogrado Miklos Fehér, ali falecido em 2004. Mesmo assim, o Benfica pode não ter deixado uma lembrança física, mas acabou por vencer da mesma forma que nesse fatídico jogo de há seis temporadas – com um golo à entrada dos descontos.

Para a próxima
É já no próximo fim-de-semana. A ronda abre com um clássico de tantas batalhas pela Europa e pela manutenção, entre Paços de Ferreira e Guimarães, mas promete ser uma jornada calma. FC Porto e Sporting jogam no centro do país – Naval e Académica – enquanto o Benfica recebe o Setúbal, no fecho da jornada.O Braga joga com o Belenenses, num jogo que tanto pode resultar numa mudança de líder, como num aumento da vantagem bracarense de dois para quatro pontos no topo da classificação.

Apito final
O primeiro milho é para os pardais.

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24 agosto, 2009

Miguelito

Vivemos numa época em que se discute vivamente o fenómeno dos conflitos de interesses entre clubes de futebol, nomeadamente no que toca aos empréstimos de jogadores.
Muitas vezes, especialmente quando o jogador emprestado defronta a equipa que o cedeu, é sugerido que o atleta porventura terá levantado o pé para não trair a confiança de quem realmente lhe paga os ordenados. Sugestões que sobem de tom quando acontece alguma coisa mais inusitada ao jogador durante a partida.
Como a Miguelito no recente Benfica-Marítimo. Neste caso, até nem se trata de um emprestado, mas sim de um jogador que defrontava a ex-equipa e cometeu uma grande penalidade pueril, num lance em que o perigo já estava a passar – tanto o adversário como a bola se encaminhavam para a linha lateral.
Miguelito ingenuamente decidiu colocar o pé no preciso momento em que o adversário lhe passava à frente, quando, aparentemente não havia grande justificação para tal.
Aconteceu? Quereria Miguelito ganhar um canto? Um pontapé de baliza? Ou terá sido antes uma mãozinha – aqui foi mais um pezinho – à antiga equipa que não estava a conseguir marcar um golo? Numa era de conflitos de interesses, era escusado.

18 agosto, 2009

Jornada 1 - 14 a 17 Agosto 2009

Partida simbólica

É o mínimo que se pode dizer da ronda inaugural. Por vezes diz-se que a primeira impressão é a que fica, mas esperemos que a jornada de abertura não seja um presságio do que aí vem, e que pelo menos por uma vez, possamos desfrutar de um ano de futebol mais bonito, mas acima de tudo, mais concretizador.
Os oito jogos do fim-de-semana renderam uns escassos nove golos, pecúlio gritantemente magro quando comparado com os 18, 18 e 24 das jornadas de arranque das últimas três temporadas. Aliás, é mesmo a jornada menos produtiva desta década, igualando um registo de 2004/05.
Até os três grandes caíram nesta inépcia – nenhum foi capaz de vencer. De resto, o Sporting nem conseguiu marcar, já que beneficiou de um auto-golo de João Aurélio para sair da Choupana com um empate a uma bola, o mesmo resultado obtido pelo FC Porto, como se lê mais abaixo, e pelo Benfica em casa com o Marítimo.
Destaque ainda para Carlão, que depois de 11 golos na subida da U. Leiria em 2008/09, entrou na nova época com um golo que resgatou um ponto. Haverá aqui sucessor para Nenê?
É difícil tirar outras ilações de uma jornada tão parca em tudo. Com todos os encontros menos um a terminarem empatados, é quase como se ninguém tivesse jogado.
No final, a liderança ficou na posse do Braga, pelo simples facto de ter sido a única equipa capaz de ganhar o seu encontro. Pela margem mínima, como não poderia deixar de ser – golo de Meyong.

A abertura
Leixões e Belenenses tiveram a honra de abrir a Liga Sagres 2009/10, o que pode soar a ironia para os do Restelo, já que foi graças aos graves problemas financeiros do Estrela da Amadora que o Belenenses evitou jogar na (antiga) Honra.
Mas não. Era mesmo futebol de primeira, num relvado tão remendado como a nova época. Entre as duas divisões profissionais, quatro clubes foram impedidos de participar, forçando a subida à Liga Vitalis de duas equipas adicionais, exactamente aquelas que em Maio choraram a subida que tinham acabado de perder.
Confuso? Nada de mais natural quando o assunto é o futebol português. Mais confuso ainda é começar a época com um jogo entre bebés e cruz de Cristo quando talvez fizesse mais sentido abri-la com castores e dragões.
Assim não aconteceu, e foi, então, o único “remendo” da liga principal a dar os primeiros pontapés. O jogo do Estádio do Mar terminou como começou, sem golos, com poucas oportunidades para estes acontecerem, e com um futebol desconexo. O ritmo só acelerou nos últimos 15 minutos, muito por culpa da estouvada busca leixonense pelo golo que não viria a acontecer.

O jogo da semana
Paços de Ferreira 1-1 FC Porto
(Ricardo 12’) (Falcao 78’)
Terceiro encontro consecutivo entre os dois clubes, ainda que em épocas diferentes, depois da final da Taça e da Supertaça Cândido de Oliveira. Tantos jogos seguidos entre as mesmas equipas não costuma resultar em vitórias sempre para o mesmo lado, e por pouco que os tetracampeões não saíam da Mata Real com a mobília completamente estragada.
A uma exibição nervosa – espelhada na expulsão de Hulk, já na segunda parte – juntou-se um golo às três tabelas de Ricardo, ao qual o FC Porto mostrou dificuldades em reagir. Com onze homens a precisão nas jogadas foi pouca, mas acabaria por ser quando já jogava com menos um que o FC Porto chegou ao golo, por Falcao, a carimbar da melhor maneira a estreia oficial.
Os pacenses pareceram a equipa mais segura durante grande parte do jogo, mas apesar de terem disposto de algumas boas oportunidades, faltou o engenho para matar o jogo – aliás, como tantas vezes acontece às equipas mais modestas, não só nos jogos grandes.
Resultados
Leixões 0-0 Belenenses
Nacional 1-1 Sporting
Braga 1-0 Académica
Naval 0-0 Olhanense
Leiria 1-1 Rio Ave
P. Ferreira 1-1 FC Porto
Benfica 1-1 Marítimo
Setúbal 0-0 Guimarães

Vencedor da semana
Peçanha (Marítimo): o guarda-redes brasileiro já tinha deixado boas impressões durante a passagem pelo Paços de Ferreira (2005-08), e no regresso a Portugal para representar o Marítimo, voltou a ser decisivo. A juntar a uma série de defesas de qualidade, Peçanha defendeu uma grande penalidade de Óscar Cardozo.

Perdedor da semana
Hulk (FC Porto): depois de parecer estar mais maduro durante a pré-época, no primeiro teste no campeonato o avançado mostrou-se irritadiço com as disputas de bola mais ríspidas por parte dos pacenses. No primeiro tempo viu um amarelo quiçá infeliz, mas aos dez minutos da segunda parte, uma tesoura mais que desnecessária sobre Danielson levou-o aos balneários mais cedo.

Dr. Jeckyll e Mr. Hyde
João Aurélio, médio do Nacional, é o mais recente exemplo do jogador bipolar. Depois de marcar pela sua equipa, fez o mesmo na própria baliza, roubando dois dos três pontos que podia oferecer aos insulares.

A paradinha
Alonso protagonizou a melhor paradinha da história do futebol na visita à Luz, metendo Simão num bolso. O reforço do Marítimo correu para a bola e deteve-se antes de chutar, de perna ao dependuro, enquanto via Quim atirar-se para a esquerda, concluindo depois o remate para o outro lado, já com o mesmo Quim de braço no ar a gritar “ele não pode!”.

Para a próxima
A bola volta a rolar no próximo fim-de-semana. O Sporting recebe o Braga e o FC Porto bate-se com o Nacional, também em casa; o Benfica, por seu turno, tem uma visita ao berço para defrontar o Guimarães, numa jornada que inclui o jogo entre os recém-promovidos Olhanense e Leiria, e um interessante Marítimo-Leixões.
Todos têm muito a provar, e, reconheça-se, é difícil fazer pior que no arranque.

Apito final
Se fosse hoje, os Nirvana cantariam “smells like pre-season”.

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13 agosto, 2009


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20 julho, 2009

Sortido vol.5

O Aston Villa ganhou mais campeonatos no século XIX que no século XX
O Rapid Viena é o único clube campeão por dois países diferentes
O Nottingham Forest é o único clube que foi mais vezes campeão continental do que nacional

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