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10 outubro, 2006

Euro 2008 - Eidur Gudjohnsen e a Islândia

O extremo Eidur Gudjohnsen é um daqueles jogadores que se incluem num grupo de craques vindos de países fora do círculo de habituais clientes das fases finais das grandes competições que conseguem manter boas carreiras a nível de clubes.
George Weah (Libéria), Ryan Giggs (Gales), Jari Litmanen (Finlândia), Jeff Strasser (Luxemburgo) e Alexander Hleb (Bielorrússia) são outros exemplos desse tipo de jogador.
Gudjohnsen chegou ao Bolton Wanderers vindo do PSV Eindhoven em 1998. Em 2000 assinou pelo Chelsea, onde se manteve por seis temporadas e integrou a equipa de José Mourinho, mudando-se para o Barcelona no Verão de 2006, ao fim de 96 golos em 318 jogos na Premier League.
Jogadores como Gudjohnsen não são mais reconhecidos devido à falta de oportunidades que os seus países têm de ir longe no futebol. A Islândia, pese embora a boa campanha para o Euro 2004 - 3º lugar no grupo 5, com 13 pontos - ainda precisa de caminhar muito para se fazer notar. Só Gudjohnsen não chega. A Islândia faz lembrar as equipas africanas que se qualificam para os mundiais, normalmente levadas às costas pelo único jogador de craveira internacional que possuem. Assim como Adebayor está para o Togo e Akwá para Angola, Gudjohnsen está para a Islândia.
Nas últimas duas fases de apuramento Gudjohnsen marcou 11 dos 25 golos do seu país. Se fosse em África, a Islândia certamente que seria presença habitual nos mundiais. Na Europa é mais difícil, e enquando Gudjohnsen for o único islandês internacionalmente reconhecido, vai ser difícil.