Copa América - Uma Prova Única
A Copa América está para a América do Sul (e México), assim como o Euro está para o nosso continente (e Israel). No tocante à categoria do torneio é que as coisas não são assim tão parecidas. O facto de ter havido dois jogos Venezuela-Uruguai separados por quatro dias, e dois Brasil-Chile em seis dias já diz bem da qualidade da Copa América. Mas não vou entrar por aí, porque a reedição daqueles encontros foi obra do acaso. A Copa América consegue ser mais caricata do que isso.
No primeiro Brasil-Chile, um jogador chileno resolveu agarrar-se à rede da baliza e esta rebentou num dos engates da trave, facto que obrigou um dos auxiliares a assumir o papel de costureiro antes do início da segunda parte; no Uruguai-Brasil das meias finais a luz foi abaixo - mais um encontro atrasado.
Para completar o quadro, resta dizer que seis jogadores chilenos foram suspensos por 20 (!) jogos por terem andado a assediar hospedeiras e a vandalizar casas de banho do hotel que acolhe a equipa, após terem conseguido o apuramento para a fase a eliminar...
Como se pode ver, a Copa América é bem diferente do Euro. Pelo menos no que toca a castigos, já que os atletas do Chile bateram largamente o recorde de Francesco Totti, que no Euro 2004 levou uns meros três jogos por mandar uma cuspidela num adversário.

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