BOLA. Uma das coisas que mais entretém as pessoas.

12 novembro, 2007

Inédito de Futebol

O futebol ainda tem situações dos mais variados géneros que nunca aconteceram. Ainda há coisa de semanas, vimos Afonso Alves, avançado brasileiro do Heerenveen, marcar sete golos numa só partida, algo sem precedentes na história da Eredivisie.
Mas vamos ao que interessa! Ronald Koeman foi também protagonista de uma situação inédita. A carreira do holandês parece ter entrado em altos e baixos desde que passou pelo Benfica há dois anos. O título holandês é o ponto alto. O ponto baixo passou-se na última terça-feira, após a derrota caseira do Valencia frente ao Rosenborg (0-2), em jogo a contar para a Champions. Foi o jogo que marcou a estreia de Koeman no banco ché, batendo o recorde de menos jogos até ver lenços brancos.

06 novembro, 2007

O Banquete

À nona jornada da Liga 2007/08 houve chuva de golos, termo que se aplica a golos em grande quantidade - convém lembrar antes que caia em desuso. Marcaram-se 30 em oito encontros à média de 3,75 tentos por jogo. A última vez que uma só jornada proporcionou tal número de golos remontava a Outubro de 2004, pelo que as seguintes interrogações ficam no ar.
O que se passou nos relvados portugueses neste fim de semana de 3 e 4 de Novembro de 2007? Será que estes 30 golos significam que (finalmente) as equipas e os treinadores perceberam que é a atacar que se ganham jogos? Ou terá sido antes um achado? O que se viu neste fim de semana foi um banquete em que se serviram 30 variedades de golo, o prato principal do futebol. Mas da maneira que as médias de golos em Portugal têm baixado, o mais provável é que se siga uma indigestão. As próximas semanas darão, naturalmente, a resposta.

05 novembro, 2007

Onde anda Ricardo?

Quem folhear os jornais desportivos portugeses, ao chegar às páginas do futebol internacional, depara-se com grandes títulos a elogiar as prestações dos craques lusos que jogam no estrangeiro. Os elogios assumem maior proporção quando se trata de jogadores da Selecção.
Mas o inverso parece não acontecer. Falo a propósito do guarda-redes Ricardo, que depois de defender várias grandes penalidades no último Mundial, a somar ao que já tinha atingido no Euro 2004, se transferiu para o Betis. O Betis está a fazer uma campanha muito fraca em 2007/08. Ainda há poucos dias perdeu em casa com o Osasuna (0-3), uma equipa que na época passada tinha derrotado o conjunto bético por 5-1 em casa e 5-0 fora. E no jornal que eu li, nem uma palavra sobre a prestação de Ricardo.
Qual é o critério afinal? Interessa dar visibilidade a TODOS os futebolistas portugueses que estão lá fora, ou apenas àqueles que ganham? Ou é apenas para não abalar o guardião, reconhecidamente avesso a críticas? Fico à espera de uma resposta...

Xeque!

Para quem nos tem habituado a pobres jogos caseiros, os últimos dois encontros do Boavista no Bessa renderam 12 golos. Nada mau para a cada vez menos concretizadora liga portuguesa! O grande problema - para o Boavista, claro está - é o contexto em que esses gordos resultados surgiram. Ao fim de nove jornadas, os axadrezados ainda não venceram, o presidente João Loureiro demitiu-se, e, qual cereja no topo do bolo, sete jogadores têm o passe penhorado. O Boavista ameaça tornar-se num pioneiro. Caso os problemas financeiros continuem, o clube pode ser a primeira vítima do Euro 2004.
Recuemos até 2000. Nessa fase, o Boavista ganhou um campeonato, foi duas vezes à Champions e atingiu uma meia final da Taça UEFA. Pelo meio remodelou o estádio e a partir daí o contraste é gritante. Os resultados desportivos teimaram em não surgir, os custos do estádio tornaram-se difíceis de suportar, as vendas de jogadores não resultaram, a parceria com a Inverfútbol também não trouxe dividendos, e já nem Jaime Pacheco tem mão naquilo, de resto como eu oportunamente referi neste blog.
O Boavista está em xeque. A equipa não consegue reagir em campo e os cofres do clube estão perto de chegar ao vermelho. A crise segue nas próximas semanas.