BOLA. Uma das coisas que mais entretém as pessoas.

11 dezembro, 2007

A Voz

Eis o homem que comanda a defensiva do Leça FC. O central brasileiro Luisão, de 36 anos, com experiência de I Liga pelo Varzim (na foto) e pelo Chaves, é o pivot do sector recuado do meu Leça. A sua voz é inconfundível, qual megafone sempre atento e pronto a corrigir os companheiros. Por vezes desengonçado, outras vezes a fazer cortes que roçam os limites da falta, é Luisão quem mantém a equipa concentrada.
Há poucas semanas, na recepção ao Infesta, Luisão facturou, de cabeça, um bom golo, insuficiente, contudo para pontuar. A sua lesão fez com que a segurança defensiva leceira baixasse, sinal da sua importância para o conjunto.
O futebol da II Divisão não faz parte do mainstream desportivo nacional, pelo que faz falta dar projecção a quem lá joga. O grande Luisão foi o contemplado de hoje.

Mitos e Lendas II - Paulo Alexandre

Paulo Alexandre é um símbolo do Desportivo de Chaves. Representou o clube desde as brumas da memória até à época passada, na qual os flavienses desceram à II B pela primeira vez em mais de 20 anos - isto depois de passarem várias épocas condenados a descer, apenas para encetar espantosas recuperações.
O defesa central só trocou os transmontanos por uma época, mas a mudança não foi muito grande. Continuou a equipar às riscas, e apenas retirou o "Ch" do nome da entidade patronal. Em 1999/00, Paulo Alexandre ajudou o Desportivo das Aves a subir à então I Liga, mas depressa voltou a casa, onde viria a terminar a carreira.
Não fosse a temporada ao serviço dos avenses, Paulo Alexandre poderia considerar-se o Paolo Maldini português - a posição em campo é a mesma. Mesmo assim... a mudança de clube foi tão subtil que até passa despercebida.
A fotografia retrata o jogador à partida para a temporada 1995/96.

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10 dezembro, 2007

Mundial 2010 - Boletim Meteorológico

O Mundial de futebol é uma prova de Verão por excelência. Daí que a questão se coloque: como vai ser na África do Sul em 2010? Na altura da fase final é Inverno no hemisfério Sul, e o clima sul-africano é idêntico ao nosso, nomeadamente no sudoeste do país.
O que será que se vai ver daqui a dois anos e meio? Jogos à chuva, ao frio, em campos enlameados, e com as bancadas mais descolorias que o normal porque os adeptos vestem demasiados blusões para se agitarem e fazerem festa? Talvez não. Na parte oriental sul-africana as coisas são bem mais tropicais, e o sol decerto dará umas espreitadelas ao (teoricamente) melhor futebol de selecções do mundo.
No entanto... aquando do Mundial do Extremo Oriente, em 2002, o presidente Blatter disse que a FIFA tinha marcado a competição na data certa, porque apanhava o início da estação seca naquela zona do globo. Mas foram precisos uns quantos dedos para contar o número de jogos disputados à chuva, porque afinal a estação húmida ainda não tinha passado.

09 dezembro, 2007

Mitos e Lendas I - Dinda

No campeonato de Espanha era Roberto Carlos o responsável pelas bolas com lume. Aqui ao lado, em Portugal, esse cargo estava na posse do também brasileiro Jaílton Santos. Assim talvez não se chegue lá, mas se eu disser que esse jogador respondia pelo nome de guerra Dinda, todos se recordarão.
Dinda era o único jogador do campeonato português que conseguia fazer com que um livre a 40 metros da baliza fosse considerado lance de perigo. O médio era o pé-canhão por excelência, e anotou vários golos dessa forma. Que saudades de ver Dinda dar uns bons dez passos atrás para ganhar balanço e, de seguida, desferir um violentíssimo pontapé que metia medo até ao mais imperturbável jogador que estivesse na barreira!
Dinda marcou os relvados portugueses entre 1993 e 2004, mas foi no Leiria que mais se destacou. De resto, o jogador passou seis temporadas no emblema do Lis, mas representou também Paços de Ferreira, Académica e Marítimo, onde se despediu de Portugal. O seu último golo aconteceu a 1 de Fevereiro de 2004, com a camisola do Marítimo, numa derrota por 2-1 em casa do Rio Ave. Só não pesquisei sobre a forma como esse golo foi obtido. Fica para uma próxima.
A foto foi retirada da colecção oficial de cromos do campeonato português 1998/99, quando o atleta jogava no Leiria.

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05 dezembro, 2007

A Idade é um Posto - Ou Talvez Não

Decorria a época 1999/00 quando me apercebi da existência deste grande guarda-redes italiano. O jogo em questão era um Valencia-Lazio a contar para os quartos de final da Champions. O titular Marchegiani estava indisponível, por isso a baliza ficou a cargo do veterano Marco Ballotta, que me chamou logo a atenção por ser careca como o meu pai. A Lazio foi derrotada por 5-2, e sem tirar mérito à exibição do Valencia, Ballotta andou às aranhas em quase todos os golos. A imagem com que fiquei dele não foi a melhor.
E qual foi o meu espanto, oito anos mais tarde, ao ver que Ballotta era o titular da mesma Lazio no regresso do emblema romano à Liga dos Campeões. Já nem fazia ideia que o guardião, de 43 anos, ainda estava no activo. O grande problema, principalmente para os laziali, é que Ballotta complica variadíssimos lances, como foi visível no jogo da Champions em casa do Werder Bremen, e na Série A, na visita ao campo do Siena, no último fim-de-semana.
A idade é um posto, mas neste caso, os 43 anos de Ballotta parecem ter-lhe afinado apenas uma capacidade: a de criar lances para os apanhados da Eurosport.

A Indigestão

Escrevi eu no texto intitulado "O Banquete", que àquele festim de golos se ia seguir uma indigestão. Pois bem... duas jornadas depois, o total de golos ficou-se pelos 15. Os 30 golos numa só jornada foram mesmo um achado.

02 dezembro, 2007

Pêlo na Venta

Desde 1990 que todos os seleccionadores nacionais de Portugal têm uma coisa em comum. A começar em Artur Jorge (1990-1991 e 1996-1997), passando por Carlos Queirós (1991-1993), António Oliveira (1994-1996 e 2000-2002) e Humberto Coelho (1998-2000), até chegar a Luiz Felipe Scolari (2003- ), todos sem excepção ostentavam um distintivo bigode. Scolari usa o bigode mais "tímido" deste grupo de treinadores, com Artur Jorge a ficar com o título de bigodaça mais farta.
Mas a curiosidade não se fica por aqui. Nesse período de 17 anos, houve três técnicos interinos a orientar jogos da nossa selecção... e também todos eles tinham bigode! Nelo Vingada (1994), Agostinho Oliveira (2002) e Flávio "Murtosa" (2007) não fugiram à tradição.
Será que é pré-requisito? Superstição? Será que o Professor Neca e o Vítor Oliveira estão na linha de sucessão? Ou é mera coincidência?