A Voz
Eis o homem que comanda a defensiva do Leça FC. O central brasileiro Luisão, de 36 anos, com experiência de I Liga pelo Varzim (na foto) e pelo Chaves, é o pivot do sector recuado do meu Leça. A sua voz é inconfundível, qual megafone sempre atento e pronto a corrigir os companheiros. Por vezes desengonçado, outras vezes a fazer cortes que roçam os limites da falta, é Luisão quem mantém a equipa concentrada.Há poucas semanas, na recepção ao Infesta, Luisão facturou, de cabeça, um bom golo, insuficiente, contudo para pontuar. A sua lesão fez com que a segurança defensiva leceira baixasse, sinal da sua importância para o conjunto.
O futebol da II Divisão não faz parte do mainstream desportivo nacional, pelo que faz falta dar projecção a quem lá joga. O grande Luisão foi o contemplado de hoje.
Paulo Alexandre é um símbolo do Desportivo de Chaves. Representou o clube desde as brumas da memória até à época passada, na qual os flavienses desceram à II B pela primeira vez em mais de 20 anos - isto depois de passarem várias épocas condenados a descer, apenas para encetar espantosas recuperações.
O Mundial de futebol é uma prova de Verão por excelência. Daí que a questão se coloque: como vai ser na África do Sul em 2010? Na altura da fase final é Inverno no hemisfério Sul, e o clima sul-africano é idêntico ao nosso, nomeadamente no sudoeste do país.
No campeonato de Espanha era Roberto Carlos o responsável pelas bolas com lume. Aqui ao lado, em Portugal, esse cargo estava na posse do também brasileiro Jaílton Santos. Assim talvez não se chegue lá, mas se eu disser que esse jogador respondia pelo nome de guerra Dinda, todos se recordarão.
Decorria a época 1999/00 quando me apercebi da existência deste grande guarda-redes italiano. O jogo em questão era um Valencia-Lazio a contar para os quartos de final da Champions. O titular Marchegiani estava indisponível, por isso a baliza ficou a cargo do veterano Marco Ballotta, que me chamou logo a atenção por ser careca como o meu pai. A Lazio foi derrotada por 5-2, e sem tirar mérito à exibição do Valencia, Ballotta andou às aranhas em quase todos os golos. A imagem com que fiquei dele não foi a melhor.
Escrevi eu no texto intitulado "O Banquete", que àquele festim de golos se ia seguir uma indigestão. Pois bem... duas jornadas depois, o total de golos ficou-se pelos 15. Os 30 golos numa só jornada foram mesmo um achado.
Desde 1990 que todos os seleccionadores nacionais de Portugal têm uma coisa em comum. A começar em Artur Jorge (1990-1991 e 1996-1997), passando por Carlos Queirós (1991-1993), António Oliveira (1994-1996 e 2000-2002) e Humberto Coelho (1998-2000), até chegar a Luiz Felipe Scolari (2003- ), todos sem excepção ostentavam um distintivo bigode. Scolari usa o bigode mais "tímido" deste grupo de treinadores, com Artur Jorge a ficar com o título de bigodaça mais farta.