Milagres de Guimarães
O Vitória de Guimarães tem conhecidas relações com o oculto, adquiridas nas épocas de aflição do início da década. O Professor Alexandrino foi o primeiro a trabalhar para os vimaranenses, em 2001, com o objectivo de afastar os maus espíritos do plantel vitoriano, em risco de descer. Em 2006, com o nuvens da descida cada vez mais carregadas, o Bruxo de Fafe caminhou desde o D. Afonso Henriques até ao Bom Jesus de Braga, defumando imagens dos jogadores do Guimarães.Guimarães não fica muito longe de Vilar de Perdizes, o que pode explicar a tendência darkside do Vitória minhoto. Mas tudo isto, comparado com o trabalho de uma lenda viva, não passa de charlatanice.
O verdadeiro milagre é o de Manuel Cajuda, que no espaço de um ano levou o Vitória desde o profundo 11º lugar da Liga Vitalis até ao terceiro posto da divisão principal, a uma vitória de conquistar a vice-liderança. Cajuda é um mito entre os treinadores nacionais. Tem uma carreira longuíssima, com passagens por Braga, Leiria, Beira-Mar, Belenenses, entre muitos outros. Incluindo os alentejanos d'O Elvas, em finais dos anos 80, que o técnico promoveu à então I Divisão. Quem diria que seria um algarvio o verdadeiro milagreiro de Guimarães.
Contudo, e para terminar, o milagre que parece nunca acontecer em terras vimaranenses, é o Vitória tornar-se efectivamente grande, e ganhar um ou outro campeonato. Massa adepta? Sim. Apoio efervescente? Sim. Bons jogadores? Também, e aliás, ao longo de muitos anos isso acontece. Coisas que todos os clubes desejam, por isso, o que faltará para o clube quebrar o domínio dos grandes?

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