O Clube-Empresa
Hoje em dia, frequentemente aparece alguém a dizer que os clubes de futebol se estão a transformar em empresas. Vendo as coisas por este prisma, vale a pena colocar a seguinte questão.
Sendo os clubes uma empresa, o jogo de futebol passa a ser o principal produto que essa empresa tem para oferecer, e logo, os adeptos passam a ser clientes.
Posto isto, será que os adeptos têm direito a processar o clube por jogar mal? No fundo, eles pagaram para usufruir de um produto, mas esse produto estava estragado. O jogo ficou 0-0 e não teve emoção, nem qualidade técnica e empenho por parte dos funcionários da empresa - leia-se jogadores.
É a mesma coisa que ir ao supermercado comprar leite, e o leite não estar em condições para ser consumido. O cliente tem todo o direito de reclamar com a Agros e ser ressarcido.
Os clubes não podem ser empresas apenas para poder usar a marca-clube "x" e vender camisolas, cachecóis, peluches, porta-chaves e garrafas de vinho. O próprio jogo de futebol - e quem diz futebol diz andebol, basquetebol, etc. - tem que ser visto como um produto disponível para quem o quiser consumir.
É uma questão pertinente. Uma questão que podia levar a uma revolução no próprio jogo, já que os jogadores ficavam com a obrigação de oferecer um espectáculo aceitável.
Fica a ideia...

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