O Jogo do Ano
Este Brasil-Portugal veio directamente de outro planeta. Foi jogado fora da Europa, a horas impróprias, num ambiente excepcional, e qual cereja, teve oito golos e uma exibição monumental da equipa que venceu. Por momentos, pensei estar a assistir à final da Copa América, com direito a ouvir um hino de Portugal ao jeito de uma Dulce Pontes, e um hino nacional brasileiro a fazer lembrar Leandro e Leonardo.A visita da selecção portuguesa ao Brasil foi um marco histórico, por ser das raras ocasiões em que uma selecção europeia de topo jogou efectivamente em casa de um dos gigantes sul-americanos, e toda a pompa que Portugal mereceu deixa água na boca para o Mundial 2014 (isto se o Brasil conseguir mesmo levar a cabo a organização). Ou mesmo para outros amigáveis históricos. Quem não gostaria de ver um Argentina-Inglaterra no Monumental? Ou um Brasil-França no Maracanã?
Da ilusão para a realidade, há mais motivos para este jogo entrar para a história, já que o Brasil virou "a equipa de todos nós" do avesso por números que já não se viam há mais de meio século. Antes do jogo eram duas equipas em crise - se Portugal empatou em casa com a Albânia, o Brasil fez o mesmo com a Bolívia; depois do jogo, o Brasil está bem e recomenda-se, e Portugal pode ter a presença em 2010 realmente em risco e estar a viver a queda depois dos anos gordos de 2004 e 2006.
E uma nota para Cristiano Ronaldo, que é a versão 3.0 de Pauleta. Muito mais evoluído em termos de técnica e velocidade, mas tão influente como o açoriano nos jogos grandes.
Da ilusão para a realidade, há mais motivos para este jogo entrar para a história, já que o Brasil virou "a equipa de todos nós" do avesso por números que já não se viam há mais de meio século. Antes do jogo eram duas equipas em crise - se Portugal empatou em casa com a Albânia, o Brasil fez o mesmo com a Bolívia; depois do jogo, o Brasil está bem e recomenda-se, e Portugal pode ter a presença em 2010 realmente em risco e estar a viver a queda depois dos anos gordos de 2004 e 2006.
E uma nota para Cristiano Ronaldo, que é a versão 3.0 de Pauleta. Muito mais evoluído em termos de técnica e velocidade, mas tão influente como o açoriano nos jogos grandes.

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