BOLA. Uma das coisas que mais entretém as pessoas.

05 março, 2009

Sortido vol.2

Ao fim de 25 jogos de campeonato o Sporting Gijón ainda não empatou. Faz lembrar a última presença na primeira em 97/98. Por esta altura ainda não havia vitórias…

O último FC Porto-Sporting foi tão fraco que por momentos na segunda parte pensei estar a ver um Infesta-Leça

Manuel Machado, hoje no Nacional, recebeu um bacalhau oferecido por um grupo de adeptos da Académica que foram à Choupana, depois de na época passada, na antevisão de um Académica-Braga em que reencontrava a ex-equipa, ter dito que “não é possível com bacalhau cozinhar lagosta”, numa metáfora algo cajudesca sobre o plantel da Académica

Nos dias seguintes à trágica morte de Miklos Fehér houve alguém que disse: “pode ser que esta morte traga paz ao futebol português". No fim de semana seguinte, mais uma jornada de campeonato. Sábado, no final dum Sporting-FC Porto quente, já no túnel, Mourinho rasga a camisola de Rui Jorge e diz “devias morrer em campo!”. Domingo, o Guimarães-Boavista acaba com cinco expulsões, quatro delas no túnel. Uma jornada pacífica, pelos vistos

Já se sabe que José Mourinho se pega com tudo e todos onde quer que vá, mas desta vez esmerou-se, e saiu-se com uma mistura de mind game e soundbite mais ousada que o habitual: “prostituição intelectual” é muito bom! Está ao nível da “erosão competitiva” e da “profundidade ofensiva” com que Luís Freitas Lobo já chegou a presentear quem o ouve
Será que Carlos Queiroz vai passar de criador do futebol português moderno a arruinador daquilo que ele próprio criou?

O jogo mais insólito de sempre da selecção tem que ser o Azerbaijão-Portugal de qualificação para o Euro 2000. A luz foi abaixo durante a primeira parte, com o resultado em 0-0. Enquanto se esperava a meia hora que dita a lei, voltou a haver luz suficiente para reatar o prélio, mas Portugal não quis, e o jogo foi repetido no dia a seguir (ficou 1-1). Nunca percebi por que raio Portugal preferiu passar mais um dia no Azerbaijão em vez de jogar o tempo que faltava e seguir viagem no próprio dia. Ainda se a selecção estivesse na República Dominicana, ou no Taiti, ainda se percebia que quisessem ficar mais tempo, mas… em Baku?

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01 março, 2009

A culpa pode não ser do árbitro

Numa altura em que muitos procuram a explicação para a diminuição da qualidade do futebol de há uns anos a esta parte, vou deitar uma acha na fogueira para tentar resolver um dos maiores mistérios da Humanidade.
Todas as semanas há um qualquer árbitro que é vítima de um auto de fé na comunicação social por causa do seu trabalho no jogo do fim-de-semana. À vez, e quase sem excepções, já todos foram crucificados por marcar e deixar de marcar faltas, mas a culpa não será mais dos jogadores e da mentalidade destes?
Em outras eras, futebol era um jogo para homens, e râguebi para homens de barba rija. Hoje, no século XXI, o jogo para homens é o râguebi, enquanto o futebol parece ter-se tornado no jogo para homens de barba murcha.
Antigamente, cair era sinónimo de fraqueza, era mostrar ao adversário que ele era melhor que nós, que ele tinha uma hipótese real de nos ganhar. Daí que a generalidade dos jogadores corresse sempre atrás da bola, por entre cargas, empurrões e cortes na raça – parar, só mesmo com uma valente traçadela, ou qualquer outro tipo de falta descarada.
Hoje, acontece o inverso. A generalidade dos jogadores atira-se para o chão ao mínimo contacto com o adversário. Às vezes sem contacto! Sentem o bafo do adversário na nuca e, salvo louváveis excepções, surge a queda. Ou então é a bola que se afasta um metro a mais, e eis novo trambolhão. Já quase não há valentia na procura da bola e cair é quase sempre sinónimo de falta.
Talvez haja um pouco de complacência neste aspecto, mas mesmo assim, os árbitros já não sabem o que é e o que não é falta! Até eu tenho dificuldades em ter um veredicto sobre os lances que vou vendo, tantas são as coisas que se dizem e as interpretações diferentes para os mesmos lances.
Quando, no fundo, atirar-se para o chão é faltar ao respeito ao árbitro, aos adversários, aos espectadores que pagaram para ver o jogo, e a quem vê na televisão, que em muitos casos paga a assinatura de um canal temático.
E é faltar ao respeito à própria essência do jogo, prejudicando-lhe claramente a fluidez e retirando-lhe qualidade.

Sortido vol.1

Real Madrid 5-3 Sporting foi igual ao PES (Brasil 6-2 Portugal também foi…)

José Couceiro queria ser o Oleg Romantsev português

Jogadores estrábicos (Krpan, Sougou)

Liverpool é o Sporting de Inglaterra, não ganha o campeonato há 18 anos

O festejo de golo do Sporting 96/97 em que eles faziam uma dança de roda e depois se deixavam cair de costas

Mantorras é a panterinha do Benfica

Jorge Jesus: "Não marcámos golo numa jogada de jogo jogado" (Dezembro 2008)

“Dependemos só de nós próprios” anda a ser dito erradamente

“A partir de agora quem quiser ópera vai ter de ir ao São Carlos. Vamos jogar pelo ponto até ao final do campeonato”
Carlos Cardoso, pela enésima vez bombeiro do Setúbal (Fevereiro 2009)

Pobre África do Sul, que não vai estar na próxima CAN, a escassos cinco meses de dar o pontapé de saída do seu Mundial. E pobre Angola, que não vai estar no próximo Mundial, escassos cinco meses após jogar a sua CAN. Mais estranho que isto só o facto de ambas terem perdido o que havia para perder… na mesma qualificação! Mérito numa coisa: souberam perder na altura certa. O que não vale ter um pássaro na mão…

João Vieira Pinto nos tempos de Sporting, que quando simulava faltas já caía a olhar para o árbitro

Alberto Gilardino, que nos tempos de Milan teve uma jogada em que passou por um jogador, já na área, e quando viu que a bola ia sair se atirou para o chão – pena que tenha sido a cinco metros do tal jogador, que não tinha ido atrás dele

O Guimarães chegou para o campeão da Polónia em 05/06. Agora é o Braga que chega para o campeão da Bélgica. Chegar para o campeão da Alemanha é que já é mais difícil…

Desde o México’86 que há sempre uma selecção da Europa que se estreia no Mundial

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