BOLA. Uma das coisas que mais entretém as pessoas.

25 junho, 2009

Sortido vol.4

Alberto João Jardim tem tudo para ser o Silvio Berlusconi do Marítimo

Amaury Bischoff, o internacional jovem português que não fala português: “I want to learn Portugiesisch” (Maio 2009)

Joaquín, símbolo do Betis, na hora de assinar pelo Valencia, há alguns anos: “Troquei de clube porque não queria que me chamassem "Guerrero do Betis"”

A Alemanha só encontrou uma equipa europeia nos seus sete jogos na fase final do Mundial 2002

A escrita inteligente do telemóvel não inclui o nome “Jesualdo”… nem o dicionário do Word!

José Carlos Mozer é o Luisão dos anos 80

Jorge Jesus no Benfica faz lembrar 1988, quando Quinito ingressou no FC Porto
“Não diria que a Holanda vai actuar em casa, mas vai praticamente jogar em casa”, disse o comentador da Eurosport (Nuno qq coisa...) sobre a qualificação da Holanda para a África do Sul (Junho 2009). Mas justiça lhe seja feita! Ele pode deixar um pouco a desejar quando comenta futebol, mas em ciclismo e ténis vale bem a pena ouvi-lo.

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09 junho, 2009

Sonho Tornado Realidade

Logo após ter sido eleito, José Eduardo Bettencourt protagonizou uma exultante, quase desgarrada declaração de vitória.
O recém-presidente do Sporting entoou cânticos das claques, agitou o cachecol, aplaudiu-se a si mesmo e aos adeptos que enchiam a sala de imprensa, e acabou aos pulos, ao som de "e quem não salta é lampião", bem ao jeito de uma criança que faz anos e acabou de receber o presente mais fantástico da história.
Tudo isto consubstanciou um pensamento que várias vezes me assolou: como seria se um dia Fernando Madureira, vulgo Macaco, chegasse à presidência do FC Porto?
Não é preciso sonhar mais... Bettencourt deu a resposta.

Disparidade Exibicional

É mito urbano que Cristiano Ronaldo é um jogador sublime no Manchester, mas que persistentemente se eclipsa quando sobe ao relvado com a camisola de Portugal - e nem Queiroz tem sido capaz de fazer subir o rendimento de Ronaldo.
Poucos parecem ter resposta para esta disparidade exibicional. Contudo, o particular que Portugal vai jogar amanhã (à data em que escrevo) com a Estónia serve para dissipar as interrogações.
Como será possível que o Cristiano Ronaldo da selecção jogue aquilo que dele se espera, quando é dispensado da viagem até Tallinn, sendo isso o mesmo que lhe dizer que não precisa de trabalhar tanto como os outros jogadores para ser chamado?
A longo prazo, Ronaldo pode transformar-se no Romário português.

06 junho, 2009

Final da Taça

Todos os anos, por alturas da final da Taça de Portugal – especialmente quando nenhum emblema lisboeta lá chega – gera-se uma enorme troca de opiniões sobre a capacidade do Estádio Nacional receber o jogo.
Há quem o defenda, há quem o condene. Anteriormente neste blog, eu apelidei o estádio de “fascista”, e disse aos sete ventos que não tinha condições para uma final.
Pois bem… Depois de esta época lá ter ido pela primeira vez, a minha opinião mudou, e é definitiva.
A final tem de ser no Jamor, mesmo sendo num palco fascista e obsoleto, sem marcador electrónico, instalação sonora, vinte entradas, cobertura e cadeiras jeitosas… nem sequer há bar, nem bancadas a toda a volta.
Mas, em contrapartida, é o único estádio no meio de um parque que permite aos adeptos chegar cedo, misturar-se e fazer um piquenique; o único recinto onde os adeptos se podem sentar nas escadarias, nos muros, nos lugares dos outros, tudo sem problemas, sem stewards a mandar cada um para seu sítio…
Mais que isso, no final do jogo é possível sair do estádio, voltar a entrar e atravessar as bancadas para sair no lado oposto sem que venha algum elemento da segurança dizer que não se pode passar. Neste mundo de estádios modernos, stewards e videovigilância, o Estádio Nacional é um oásis.
A final da Taça de Portugal é o único jogo que nos leva de volta aos tempos do verdadeiro futebol: estádio cheio e em clima de festa. Um tempo que já não vivi.
No dia em que a final seja transferida para os estádios modernos, passamos a ter mais um jogo de campeonato, sem mística, sem festa, sem a celebração que todos os finalistas merecem.

Sobreposição de Cargos

Até meados dos anos 90 falava-se em treinador/jogador. A partir de 2009, deve falar-se em seleccionador/treinador.
Paulo Duarte vai acumular o lugar de seleccionador do Burkina Faso com o de treinador do Le Mans, da Ligue 1 francesa. Depois de Guus Hiddink (Rússia/Chelsea) e José Couceiro (Lituânia/Zalgiris Vilnius e posteriormente Gaziantepspor), eis que o antigo jogador do Leiria também entra na moda da acumulação de empregos.
Novidade? Nada disso! A antiga União Soviética foi pioneira na sobreposição de cargos e continua a ser líder mundial. Quem não se recorda do mítico Valeri Lobanovsky (URSS/Ucrânia e Dinamo Kiev), de Oleg Romantsev (Rússia/Spartak Moscovo), ou até mesmo de Aleksandrs Starkovs (Letónia/Skonto Riga)?
Hiddink mais não fez que internacionalizar a posição de seleccionador/mister propriamente dito. E a moda parece ter pegado, qual surto, especialmente em Portugal.
Quem será o próximo?